14 de setembro de 2009

Exaltação da Santa Cruz

(14 de Setembro) Exaltação da Santa Cruz (Festa)
Para muitos a Cruz poderá ser apenas um sinal de sofrimento, mas para quem crê é um enorme sinal de Alegria (um sinal MAIS), tão bem sintetizado na palavra “Aleluia”.

Uma fotografia tirada na Basílica do Santo Sepulcro (Jerusalém), o local físico não é o mais importante, ao altar grego erigido sobre a rocha do Calvário (o local da Cruz está assinalado debaixo do altar), entre os ícones da Virgem Maria e do discípulo João.


Do Hino das Laudes de hoje:
Cruz do Senhor, és única esperança
No tempo desta vida peregrina.
Aumenta nos cristãos a luz da fé,
Sê para os homens o sinal da paz.

O Aleluia da Eucaristia da Festa de hoje:
Nós Vos adoramos e bendizemos, Senhor Jesus Cristo,
que pela vossa santa cruz remiste o mundo. Aleluia.

Do livro “Arautos da Santidade - Vida dos Santos (Tu solus sanctus)” de António J. Dias f.m.s. (Editora Rei dos Livros, Abril de 2001):
A cruz, instrumento de infâmia e horror, com a morte de Jesus transformou-se em símbolo de redenção e glória. O Senhor predisse no Evangelho: “Quando for levado da terra, atrairei todos a mim.”
Depois do encontro da Cruz de Jesus, no tempo de Santa Helena, mãe de Constantino, foi-lhe dedicada uma grande basílica a 14 de Setembro. Esta solenidade passou no século VII para todo o Ocidente, quando o Imperador Heráclio recuperou o sagrado lenho, então na posse dos Persas, a 3 de Maio de 630.
A característica desta festa consistia na apresentação solene da verdadeira cruz às multidões, cruz essa cujas relíquias se foram espalhando pelas igrejas particulares em todo o mundo.
A reforma pós-conciliar suprimiu no calendário a festa da Invenção da Santa Cruz, celebrada a 3 de Maio.

13 de setembro de 2009

Nossa Senhora do Sim

Mais uma bela "aquisição" para o "santuário" do meu quarto, esta Nossa Senhora do Sim (Petite).
Muito obrigado Dona Guilhermina.

11 de setembro de 2009

Festas e Férias (Boletim II)

A minha segunda contribuição para o boletim informativo da Paróquia de Nossa Senhora de Belém (Rio de Mouro), a newsletter n.º 71 relativa ao XXIV Domingo do Tempo Comum.

Festas e Férias
Algumas das informações desta crónica são retiradas do site http://www.evangelhoquotidiano.org/
As Solenidades, Festas e Memórias (obrigatórias ou facultativas) de Santos e Beatos, como a recente da Beata Teresa de Calcutá em 5 de Setembro (partiu para o Pai em 1997), ajudam-nos na nossa caminhada para o Pai, pois lembram-nos episódios e pessoas que já a fizeram, que devem ser para nós modelos de vida, caminhando ao nosso lado, e não apenas personagens distantes de um livro que lemos com agrado.
O mês de Agosto é particularmente fértil neste campo, como que a lembrar-nos que Deus não faz férias de nós. Gosto particularmente da Festa da Transfiguração do Senhor (6 de Agosto), um episódio tantas vezes ouvido, até porque é lido noutra ocasião do ano litúrgico. Em muitas ocasiões da nossa vida temos que subir ao monte, com todas as dificuldades que isso pode acarretar, e como gostaríamos de fazê-lo como Pedro, Tiago e João! Mas gosto de meditar que por vezes procuramos o Senhor em manifestações espectaculares, grandiosas, fora do comum e que causem impacto a muita gente, que esquecemos que Ele continua a transfigurar-Se diante dos nossos olhos em cada Eucaristia que fazemos e que uma das maiores bênçãos que podemos receber é, através de Jesus, reconhecer Deus em diversas situações de nossa vida quotidiana.
Mas quero fazer a ponte para as Festas da Natividade da Virgem Santa Maria (8 de Setembro) e da Exaltação da Santa Cruz (14 de Setembro). Por estranho que nos possa parecer, à semelhança de outras que celebramos no decorrer do ano, qualquer uma delas tem a sua origem nos nossos irmãos do Oriente. Com efeito, a Festa da Transfiguração do Senhor remonta ao V no Oriente, tendo sido introduzida no calendário geral da Igreja latina pelo Papa Calisto III em 1457. Por sua vez, a Festa da Natividade da Virgem Santa Maria (já sabem a “prenda” que lhe vão dar pelo seu aniversário?) é celebrada desde o início do cristianismo no Oriente e desde o século VII no Ocidente. Também a Festa da Exaltação da Santa Cruz começou por ser celebrada no Oriente, ligando-se à dedicação no ano de 335 de duas importantes basílicas (do Martírio e da Ressurreição) construídas em Jerusalém por ordem de Constantino. Nessa ocasião a Santa Cruz, encontrada por Santa Helena, mãe do convertido imperador romano Constantino, foi exaltada e apresentada aos fiéis. Depois a Cruz foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio que, segundo contam, a levou às costas desde Tiberíades até Jerusalém, onde a entregou ao Patriarca Zacarias, no dia 3 de Maio de 630, passando, a partir daí, esta festa a ser celebrada no Ocidente (a reforma pós-conciliar suprimiu no calendário a festa da Invenção da Santa Cruz, celebrada a 3 de Maio).

Post scriptum: duas palavras finais, acompanhadas de Orações, para o recente aniversário natalício do Bispo Auxiliar da nossa Vigararia D. Carlos Azevedo (4/09/1953) e para o aniversário próximo do Padre Ricardo Neves (15/09/1972), Vice-Reitor do Seminário de São José de Caparide, filho da Dona Madalena e do nosso sacristão Francisco.

8 de setembro de 2009

Natividade da Virgem Santa Maria

(8 de Setembro) Natividade da Virgem Santa Maria (Festa)

Totus Tuus

Eu já sei o que vou oferecer à minha Mãe do Céu (e tenho a certeza que Ela vai gostar!), é bom poder confiar Nela.
Para terminar, a letra do fado "Para Maria" de Mafalda Arnauth, do CD “Diário” (2005).
PARA MARIA
letra escrita e música composta por Mafalda Arnauth
Maria, Maria
Procuro por Ti
Trago este vazio
E o desejo de dar cor à minha vida
Quero pintar
Esta história que estou a criar
Quero ser mais
Minha grandeza afirmar
Ser poeta é ser cantor, ser o céu
Onde mora tudo o que eu vou ser
Se eu souber ser amor.

Maria, Maria
Não sei o que aconteceu
Se o mundo ou se fui eu
Enganou-se o amanhã sem piedade
Fecha-se a luz
Sobre as almas da minha idade
Esconde-se o céu
Onde eu quero ser mais verdade
Minha Senhora e minha Mãe
Olha bem por nós
Sem Teu amor
Ficaremos sós.

Maria, Maria
Mãe do silêncio
Mãe da humanidade
Em Teu seio o meu Senhor se gerou
E Tu o contemplaste
Cheia de amor e ternura
Teu filho desejado
E por Ti muito amado
Minha Senhora e minha Mãe
Ensina-me a amar
E arriscar
A saber ser maior.

7 de setembro de 2009

Regresso

A vida vai regressando lentamente à "normalidade", com as actividades do GAP ou as frases e fotos dos jornais gratuitos.
Do "Destak" gosto particularmente dos editoriais da Isabel Stilwell e das frases, que me ajudam a meditar, como esta da edição de 31 de Agosto de 2009:
«Se soubéssemos quantas e quantas vezes as nossas palavras são mal interpretadas, haveria muito mais silêncio neste mundo» Oscar Wilde, escritor irlandês (1854-1900).

Como não há palavras para expressar certas situações e sentimentos, só me ocorrendo nessas alturas a força e o calor da Oração, fui buscar também esta fotografia de Sergei Chirikov (EPA/Lusa) que vi na edição do "Global Notícias" de 2/09/2009:

com o seguinte texto: Rússia. O massacre na escola de Beslan, em 2004, foi recordado nesta localidade da Ossétia do Norte. Há cinco anos, no primeiro dia de aulas, terrorista chechenos sequestraram alunos e professores e armadilharam a escola. A tragédia saldou-se por 330 mortos, incluindo 186 crianças.

5 de setembro de 2009

Padre Coimbra (Boletim I)

Passei a colaborar com textos para a newsletter (boletim informativo) da Paróquia de Nossa Senhora de Belém (Rio de Mouro), pelo que aqui deixo o meu primeiro contributo.
http://www.paroquiariomouro.org/home.php?area=home

Padre Coimbra\ Alegria de Anunciar
O Bruno pediu-me para colaborar com textos para a newsletter da nossa Paróquia. Apesar das dúvidas, e terei alguma coisa relevante para aqui relatar, o passo em frente é dado porque Ele o quis, embora as palavras elogiosas da Teresa também tenham ajudado!
O que escrever? Apesar de não ser um editorial, lembrei-me logo da alegria que tinha ao ler os do Padre Coimbra nos “Ecos”. Os seus textos, enquadrados no ano litúrgico, eram sempre de uma grande riqueza e mostravam-me facetas que nem sempre vislumbrava.
Alguns dos seus Editoriais foram reunidos em dois pequenos, apenas em tamanho, livros. O primeiro intitula-se “À Sombra do Santuário” e reúne os editoriais entre 30/07/2005 e 27/08/2006. O segundo livro intitula-se “Alegria de Anunciar”, reunindo textos entre 2/09/2006 e 18/08/2007.
Não sei se o nosso Bazar Paroquial ainda tem o primeiro destes livros à venda, mas tenho quase a certeza que “Alegria de Anunciar” ainda por lá está; pelo que tomo a liberdade de recomendar a sua compra, a sua leitura e, sobretudo, a sua vivência. Penso que será uma óptima forma de agradecer os 76 anos do Padre Manuel Gonçalves Coimbra, que há tão pouco tempo celebrou as Bodas de Ouro Sacerdotais, dado que foi ordenado em 29/06/1959.
O Bispo auxiliar da nossa Vigararia prefaciou os dois livros, pelo que aqui deixo uma frase de D. Carlos A. Moreira Azevedo: “Os conselhos apontados são uma espécie de vitaminas espirituais, um estímulo a seguir os critérios do evangelho no meio de tantas mensagens ou perante o vazio de orientações para apanhar o sentido da vida.”
Para terminar, e o mais difícil até foi seleccionar um texto, aqui fica o nosso Padre Coimbra na primeira pessoa, de um Editorial a que chamou “O Pecado da Falsificação”. Ele apresenta-nos seis Falsificações, mas eu escolhi uma, a que acrescentei as frases inicial e final do Editorial:
“O nosso povo, ao queixar-se dos falsificadores, diz que anda meio mundo a enganar o outro. (...)
Com o tempo, esta arte tem-se refinado. Agora, porém, não vamos falar das obras materiais, mas da grande falsificação da verdade:
- falsificar é substituir a palavra de Deus pelas suas opiniões e interpretações, impondo-as como norma, como lei; (...)
Mais uma vez, recordemos: “Que tenho eu, que tens tu, que não o tenhas recebido?” Não atribuamos a Deus o que não vem de Deus; e não chamemos nosso o que é dom do Senhor.”

Desta vez, apesar de não ter feito parte desta crónica, junto também o Editorial do Padre Coimbra em que me inspirei, que foi publicado no Ecos de 29/10/2005 (e republicada, com ligeiras alterações, no Ecos de 22/01/2006).
O Pecado da Falsificação
O nosso povo, ao queixar-se dos falsificadores, diz que anda meio mundo a enganar o outro. O Evangelho de Mateus lança-nos um alerta para não sermos nem agentes de falsificação nem sermos vítimas de falsificadores.
O caminho do cristão é a verdade que está em comunhão com a humildade. O Evangelho encerra com esta máxima: "Quem se elevar será humilhado, e quem se humilhar será elevado"(Mt 23, l-12). A malévola arte de falsificar é tão antiga como o homem. É de ontem e de hoje a venda de gato por lebre que encontramos nos fariseus de ontem e de hoje.
Com o tempo, esta arte tem-se refinado. Agora, porém, não vamos falar das obras materiais, mas da grande falsificação da verdade:
- falsificar é substituir a palavra de Deus pelas suas opiniões e interpretações, impondo-as como norma, como lei;
- falsificar é viver na incoerência: dizendo mas não fazendo; parecendo mas não sendo;
- falsificar é sobrecarregar os outros com o peso insuportável de pequenas normas e leis, tirando a liberdade às pessoas, quando uma só coisa é necessária: amar;
- falsificar é cultivar o exibicionismo para chamar à atenção, ocultando o que se é;
- falsificar é alimentar as desigualdades, valorizando o que não tem valor. Na sociedade civil, fala-se de superiores e súbditos. Na Igreja, porém, não faz sentido descriminar, todos somos irmãos;
- falsificar é ostentar títulos que não são de serviço, em oposição ao Evangelho que afirma: "O maior entre vós seja o vosso servo."
Mais uma vez, recordemos: “Que tenho eu, que tens tu, que não o tenhas recebido?” Não atribuamos a Deus o que não vem de Deus; e não chamemos nosso o que é dom do Senhor.”
Padre Coimbra

3 de setembro de 2009

Klute (Cinemateca)

Três anos depois, regressei à Cinemateca para ver um filme. Noutras circunstancias teria optado pelo "Singularidades de uma Rapariga Loura" (2009), até porque o Manoel de Oliveira esteve presente na projecção. Adicionalmente passaram a curta-metragem "Recontre Unique"(2009), de 3 minutos e a preto e branco, um episódio de "Chacun son Cinéma" (resultado de um projecto proposto pelo Festival de Cinema de Cannes, no seu 60.º aniversário, a 35 realizadores de 25 nacionalidades), em que Michel Piccoli, a fazer de Nikita Khrouchtchev, contracena com Duarte de Almeida (que não é mais que o nome artístico do João Bénard da Costa), a fazer de Papa João XXIII (de cara rapada, a única vez que assim o vemos).

Mas o filme que fui ver foi o "Klute" (1971) de Alan J. Pakula, com a Jane Fonda (que aqui ganhou o seu primeiro Oscar) e o Donald Sutherland, e valeu a pena. Quando o filme foi estreado eu tinha um ano e meio, mas foi giro ver a Jane Fonda que parece não ter envelhecido, mas já não se pode dizer o mesmo do Donald Sutherland, que no filme parece um miúdo!!! Os tempos mudam num período tão curto, pois as sex-simbol da altura não recorriam ao silicone e passavam o filme a esconder mais do que mostravam (as costas não contam), o que acaba por dar mais encanto ao filme!











Podia dizer algumas coisas do filme, mas gostei de ver a Bree Daniels (a Jane Fonda), que é uma call gril, ficar "atrapalhada" quando se apercebe que, pela primeira vez, está a sentir amor (pelo Klute, o Sutherland). Além do mais pude "reencontrar-me", numa curtíssima cena, com a Jean Stapleton, cujo nome não vos dirá muito/nada, mas que era a mulher (Edith Bunker) do Archie Bunker (o actor Carrol O'Connor) na belíssima série "Uma Família às Direitas" (1968-1979). Fartei-me de rir (para dentro) porque a Jean Stapleton usou o mesmo tom de voz da Edith na série, apesar de, praticamente, só dizer (+/-) esta soberba frase: "Coitado, é amigo de toda a gente!"

Post scriptum: assim, o dia terminou com as Vésperas, as leituras do dia e as Completas todas seguidas!!!