18 de dezembro de 2010

Reconciliação

Uma noite muito acolhedora, para aquecer o coração!!! E muito anjo eu vi no decorrer da noite, após receberem o Sacramento (alegre) da Reconciliação, sobretudo a pequena Anjo de dedo partido, que mal conseguiu subir os degraus junto ao Altar, e com cuja Mãe, sim os Anjos têm Mãe, um ser bonito, só pode ter tudo, mas mesmo tudo, o que é bom, me tinha deparado no decorrer da semana, pois veio perguntar-me se podia trazer a filha hoje, perdão a Anjo, pois no sábado tinha que ir trabalhar (PS: sim porque mesmo as Mães dos Anjos têm que trabalhar!!!).
Como explicar as graças inexplicáveis... é melhor nem tentar!!! Referir a alegria de ter sido o último, olhar à volta e ver que os três Jesus estavam a dar a Reconciliação aos últimos irmãos (pois o "outro" Jesus teve que ausentar-se!!!), e colocar-me nas mãos de Deus para ir ter com o Jesus que o Pai me "concedesse", apesar de não conseguir olhar (controlar, ups...) o Jesus "Major", pois exercia o seu Ministério nas minhas costas (fisicas!!!), pelo que acabei por receber a Graça de conversar com o Jesus de que eu não sabia o "nome"!!!
Só mais uma coisa, muito pequeno eu sou, para tanta Misericórdia... a penitência que me foi concedida, bem vistas as coisas, mais parece um prémio!!!! OBRIGADO!

8 de dezembro de 2010

Irmã Susana

"Recebei-me, Senhor, segundo a Vossa Palavra, e terei a vida:
Não me confundais na minha esperança."
Penso que para mim terá sido uma estreia; ver alguém pela primeira vez instantes antes do início do momento mais importante da sua vida!!! Afinal, a primeira vez que vi a Irmã Susana Maria do Santíssimo Coração de Jesus foi breves instanstes antes do começo da Eucaristia da sua Profissão Solene no Carmelo de Santa Teresa (Coimbra), das Monjas Descalças da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, e para mais na Solenidade da Imaculada Conceição (post scriptum: com uma bela chama, da vela baptismal, que levava e... a "puxar" pelo sacerdote que levava o Evangelho!!!!).
Uma imagem de serenidade e alegria, que me ofuscou, e que me "impediu" de tirar qualquer fotografia da celebração, pois quero guardar aqueles momentos no local mais importante possível... o meu coração! E foste, perdão és, a salmista mais bonita que eu já vi!
Também me cativaram todos os momentos, por entre as grades, que se calhar neste caso até seriam símbolo de Comunhão, na sala em que com as tuas irmãs, e que belas irmãs Deus nos dá, saudavam os familiares e amigos... sendo que o à-vontade e a alegria que dos vossos olhos emanava só pode ser sincera, apesar de incompreensível para muitos!
A mesma alegria, quer na luz do mundo, afinal a vossa sala era mesmo o centro do Carmelo, quer nos pequenos gestos da Irmã Irene, num corredor (escorregadio!) que me conduziu ao alimento do corpo, quando o que nos faz mesmo falta é o alimento da alma... e pouco mais consegui fazer que olhar e agradecer!!!
Quanta riqueza pode nascer de algumas palavras de uma tia, de dois postais de Natal e de uma carta (fotográfica) sobre Lisieux?!?
Muitos amigos comuns na Ladainha própria da Profissão Religiosa e alguns de quem nunca tinha ouvido falar...
"Não importa o que fazemos. Só importa a Paixão de Cristo, e eu quero ter parte nela." - Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)
Obrigado Irmã Susana, Unidos em Cristo...

29 de agosto de 2010

Os doze Apóstolos (Bento XVI)

Elaborado a partir das catequeses pronunciadas pelo Papa Bento XVI nas audiências gerais das quartas-feiras (entre 22/02/2006 e 22/11/2006), o livro "Os doze Apóstolos, e os primeiros discípulos de Jesus nas origens da Igreja" (Paulus, 2008) apresenta-as sobre a forma de entrevista pelo Padre Senra Coelho.
Dois pequenos apontamentos dos capítulos "A sucessão apostólica" e "Paulo, a vida na Igreja":
"Talvez seja útil explicar brevemente o que significa bispo. Vescovo (bispo) é a forma italiana da palavra grega epíscopos. Esta palavra indica alguém que tem uma visão do alto, alguém que olha com o coração. Assim, o próprio São Pedro, na sua primeira carta, chama ao Senhor Jesus «pastor e bispo, guarda das nossas almas» (2, 25)."
"Um não cristão que entra numa assembleia nossa, no final deveria poder dizer: «Verdadeiramente Deus está convosco.» Peçamos ao Senhor que sejamos assim, em comunhão com Cristo e em comunhão entre nós."

19 de agosto de 2010

1810-1910-2010, Datas e desafios (Manuel Clemente)

Depois do "Portugal e os portugueses", também da Assírio e Alvim (2008), li outro livro de ensaios do D. Manuel Clemente, embora também esteja na vertente do historiador, este "1810-1910-2010, Datas e desafios" (2009).
Embora o ensaio que dá nome ao livro não seja muito extenso, e outros até se possam enquadrar na temática, aqui trago três pequenos apontamentos (cópias).
Do ensaio "João Paulo II - um Papa na última fronteira" (revista Communio XVII, 2000/1): "Desde sempre se percebeu que João Paulo II é homem de vida interior intensa. Quando veio a Portugal em 1982, deixou toda a gente suspensa durante aquela meia hora de oração silenciosa na Capelinha das Aparições em Fátima. Para quem - como o autor destas linhas - comentava a visita num estúdio de televisão, foi um tempo longo e surpreendente que acabou por se impor à generalidade dos circunstantes, fosse qual fosse respectiva atitude face à relegião."
Do ensaio "Direitos do homem - comentários de Bento XVI" (colóquio sobre os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem, 1948-2008): "«Deste modo quem, mesmo inconscientemente, combate o instituto familiar, debilita a paz na comunidade inteira, nacional e internacional, porque enfraquece aquela que é efectivamente a principal "agência" de paz»."
Do ensaio "Cristo - memória criativa" (revista Commnunio XX, 2003/4): "Facilmente, muito facilmente reduzimos a dimensão da Cruz ou lhe damos um «lugar» mais ou menos ornamental, como pode acontecer até nalgum dos nossos templos e casas... Desse modo sim, adjectivamos o que deveria ser substantivo. Mas desse modo não, não captamos a acção divina em que a criação se completa e salva, como começou a suceder na Páscoa de Cristo."

12 de agosto de 2010

João XXIII

Depois do "Diário da Alma", escrito pelo próprio Angelo Giuseppe Roncalli entre 1895 e 20 de Maio de 1963, a biografia oficial para a beatificação do Papa Bom "João XXIII" de Mario Benigni e Goffredo Zanchi (Paulus, 2000). Afinal, a face e a coroa de uma moeda! Quando li o diário fiquei com pena de a parte relativa ao Papado não ser muito extensa, o que se compreenderá, mas esta biografia permitiu compreender melhor aquele período, que não chegou a 5 anos e, para além da sua humildade, descobrir a vontade de ser um verdadeiro Bispo de Roma, o que até aí muitas vezes não tinha acontecido, pois os Papas preferiam preocupar-se "apenas" com a condução da Igreja Católica.
Uma passagem, quase no final da biografia (retirada de um livro do seu secretário Loris Francesco Capovilla), que sintetizará a sua vida e grande exemplo:
"O próprio Papa tivera essa intuição numa conversa travada com o Secretário de Estado nos últimos dias: «Este interesse pelo Papa, representa humildemente o Senhor, é sinal de um novo fervor de oração, pensamentos e propósitos de paz, convicção nítida e clara de que o que vale na vida é o que está contido no Evangelho, a saber: humildade, mansidão, caridade.»

A Patrulha Perdida

"A Patrulha Perdida" (1934), não sendo dos que me prenderam mais, é um filme de John Ford, pelo que está tudo dito... é um Ford!
O título faz jus ao conteúdo do filme, sendo dos casos em que um título está mais conforme com o seu argumento. A acção passa-se no decorrer da I Guerra Mundial e conta a história de uma patrulha do regimento de cavalaria britânico, perdido algures no deserto da Mesopotâmia. Quando finalmente encontram um oásis, todos pensam que ficaram mais perto da salvação, mas isso não é verdade, pois vão caindo, um a um, às mãos dos mortíferos, embora invisíveis, árabes. O filme comporta uma cena que remete para João Baptista no deserto, onde ficam patentes as raízes irlandesas do realizador. Cheguei a pensar que seria um Ford sem heróis, afinal só restava o sargento do regimento, mas ele, interpretado por Victor McLaglen (o segundo a contar da esquerda), consegue matar os árabes e ser resgatado.

10 de agosto de 2010

A Festa

Desta vez uma comédia, este "A Festa" (1968) de Blake Edwards, a estreia de Peter Sellers em Hollywood, e a única colaboração entre eles fora da série "A Pantera Cor de Rosa".
Sellers é Hrundi V. Bakshi, um indiano com jeito para não fazer nada direito e, é verdade, nunca levem um elefante para uma festa, pelo menos de houver uma piscina!!