20 de janeiro de 2013

Lourdes

Porquê eu?
O meu primeiro DVD visto em écran de computador, para mais quando espero que brevemente volte a poder ver DVD's no televisor (e a culpa é da TDT).
Queria ir ter ido ver este filme, europeu, produzido na Áustria (2009), a um dos "meus" cinemas, mas deixei-o passar (mais um!), pelo que, em vez do grande écran, calhou-me um pequeno écran!
Para além da proveniência europeia e poder ter ligações à fé, os motivos principais foram a Lurdes e o facto de não conhecer Lourdes!
O filme foi escrito e realizado por Jessica Hausner, e a Sylvie Testud é a protagonista Christine que "presa" (ainda ontem me falaram do "Escafandro e a Borboleta", que também já passou por aqui!) a uma cadeira de rodas decide fazer uma viagem a Lourdes nos Pirinéus, com a colaboração da Ordem de Malta e a colaboração, nem sempre muito pronta, pois também era preciso namorar, da enfermeira voluntária Maria, interpretada pela bela Léa Seydoux!
Existem algumas figuras estereotipadas, como as amigas tagarelas que têm opinião sobre tudo, mas a personagem que me prendeu mais é Fr. Hartl uma simpática e silenciosa idosa (Gilette Barvier, bendito IMDb) que vai realmente em peregrinação e não apenas numa viagem, ao contrário da Christine, que até gostou mais de Roma e com forte razão... cultural! A forma como ela "fala" com a imagem da Virgem no hall da hospedaria quando o resto das pessoas nem repara nela... pelo menos com olhos de ver!!!
Os finais costumam ser importantes, mas este deixa-nos pesarosos nos 10 segundos finais, quando os minutos anteriores são bastantes luminosos, apesar do acreditar de muitos estar preso por arames!
   

19 de janeiro de 2013

Um amor para recordar

Com muita coisa para escrever no blogue, mesmo que na "vertical", e algumas bem importantes na minha vida, "regresso" com um filme comunitário em virtude do adiamento de uma visita do Padre Nuno Amador à paróquia para vir falar aos jovens.
A escolha partiu de uma adolescente, tendo recaído sobre "Um amor para recordar" (A walk to remember), um filme de 2002 baseado num livro de Nicholas Sparks. Admito que puxe para o sentimento, e gosto de filmes mais rudes e "puros", ou pelo menos mais perto da vida real, logo não tanto nos sonhos, mas como é capaz de cativar os jovens, e acaba por referir a fé, foi uma boa escolha!
Gostei da ligação dos dois livros do filme, a Bíblia, que por acaso é muito mais que um livro, é uma biblioteca, por acaso é mais que uma biblioteca (PS: afinal hoje comprei uma Bíblia enorme e... pesada para presente de primeira Páscoa ao afilhado David!), é Uma Pessoa... Deus! e o diário e livro de pensamentos da Mãe da Jamie!

10 de novembro de 2012

"Caridade" e 2 arco-íris

Em dia de aniversário, mais de 12 horas quase seguidas de campanha do SAP, com paragens saborosas para a EUcaristia e grupo de jovens e um bocado de catequese, apenas dois apontamentos: por volta das 8h e pouco uma venezuelana ao sair do supermercado, depois de ter sido abordada para contribuir ao entrar, que vê "corações"/caras (!?!?!) e a dizer-me que eu tenho cara com laivos de bondade (não foi por estas palavras!!!), e, passado uma hora, na Serra das Minas o sol a brilhar e umas nuvens escuras ao longe, que felizmente passaram, e pensar que veria um arco-íris... afinal vi dois simultâneos!!!
PS: e hoje vou resistir a abrir o FB!  

22 de outubro de 2012

Conversas vadias... no Céu!

A Irmã Ligia e o afilhado David terão que esperar (ups!), para além dos últimos livros lidos, afinal blogue não condiz nada com preguiçoso, mas, devido a uma conversa de ontem, ao espreitar os DVD's do "Público" a propósito dos 100 anos de Agostinho da Silva (1906-1994), apeteceu-me ver a Conversa vadia com Manuel António Pina, que por certo agora continua... no Céu!  

27 de setembro de 2012

São Vicente de Paulo

São Vicente de Paulo, tão amado por tantos e, quatrocentos anos depois, os seus passos continuam a fazer sentido!
Hoje lembrei-me de uma peregrinação a Ars (e Lisieux) em pleno Ano Sacerdotal (Março de 2010), com passagem "obrigatória" por Paris, pelo que o que de mais RICO trouxe de lá foi mesmo um encontro inesperado, ou pelo menos não programado, com ele:
Logo seguido de uma fotografia rápida, felizmente que tremida, de um amigo numa das pontes sobre o Sena!
    

3 de agosto de 2012

O que Jesus realmente quis dizer, Garry Wills

"O que Jesus realmente quis dizer" de Garry Wills (Lua de papel, 2008), historiador norte-americano, catalogado de católico liberal, procura ir à fonte principal da Fé, a Bíblia, partindo de traduções do grego que estarão mais perto do que realmente Jesus disse... ou melhor, diz!
Apesar de considerar que o título tem uma raiz forte de marketing, para mais num Prémio Pulitzer, sendo algumas partes eventualmente mais polémicas, copio apenas um exemplo:
"Gilbert Chesterton afirmou que o cristianismo não falhou - simplesmente nunca foi tentado. Mas, sempre que é tentado, é visto como uma ameaça, tal como Jesus o foi. Por palavras prestam serviço aos pobres, mas na verdade distanciam-se deles. Não meditam no óbvio - que Jesus não vestia roupas bonitas. Ele não possuiu nem utilizou cálices dourados ou recipientes preciosos. Não tinha um anel de jóias para ser beijado." 

27 de julho de 2012

Cultura, Dietrich Schwanitz

Finalmente estou "em dia" no blogue, apesar deste enorme livro de quase 600 páginas e com letra pequena, ter sido lido com uma grande interrupção pelo meio! "Cultura - Tudo o que é preciso saber" de Dietrich Schwanitz (Livros d'Hoje, Publicações Dom Quixote, 2004) está centrado na Europa, com muitas referências à cultura alemã, apesar disso, se soubesse tudo o que li na ponta da língua estaria munido de uma bela bagagem... logo teria que pagar suplemento de peso! O livro é dividido em duas partes, o saber e o poder. A primeira parte, e mais extensa, é dedicada à história europeia, seguindo-se a literatura, arte, música, filósofos e ideologias e os papéis dos sexos, estando a segunda centrada na linguagem, no livro e na escrita, na geografia política para a mulher e o homem cosmopolita, a inteligência e até o que não convém saber!
Apenas uma breve passagem, que até incorpora um citação, pelo estaremos perante uma "bi-citação": "A cultura é um estado ágil e treinado da mente que se forma quando uma pessoa já tudo soube e voltou a esquecer-se de tudo: «Eu esqueço a maior parte do que li tal como não me lembro do que comi; mas tenho a certeza de que ambas estas actividades contribuem para o sustento do meu espírito e do meu corpo.» (Georg Christoph Lichtenberg)".