13 de junho de 2011

As Irmãs de Maria Madalena

Alguns filmes que tenho comprado sem saber nada deles, apenas motivado pela capa, ou por algum factor apelativa, sobretudo os das coleções do "Público" (este foi de 1,95 euros), têm-me causado boa impressão e têm sido dos mais "saborosos", afinal a surpresa também é importante!No caso presente "prederam-me" as 3 protagonistas, pela ordem do lado esquerdo de "prato vazio": a Dorothy Duffy, a Anne-Marie Duff e a bela Nora-Jane Noone. Afinal da República da Irlanda não vêm apenas notícias de crise!!!

Além do mais, este filme de Peter Mullan tem um chamariz apelativo, pois ganhou o Leão de Ouro de 2002 (Festival de Veneza).
A história, para mais baseada em casos verídicos, é perturbante, pois mesmo a religiosidade, da sociedade e/ou individual, não podem nunca fundamentar tais actos e atitudes (nos antípodas da mensagem de misericódia divina de Jesus Cristo). Apesar de o filme não o mostrar, existindo uma breve referência biográfica, a experiência de dor comum levou-as a caminhos diferentes!

Da sinopse do DVD: Os conventos de Maria Madalena na Irlanda acolhiam raparigas enviadas pelas famílias, que ficavam aí encerradas e eram obrigadas a trabalhar para expiar os seus pecados. As penas que tinham que cumprir eram ilimitadas. Algumas mulheres viveram e morreram nos conventos. O último convento encerrou na Irlanda em 1996. O filme baseia-se no ponto de vista de quatro destas jovens nos anos 60, uma época de libertação de costumes para as mulheres. No entanto, estas jovens católicas viviam num pesadelo quase medieval. Cada uma ao seu modo, as jovens tentam revoltar-se e as suas vidas seguem trajectórias distintas.

Despedidas

"Despedidas" é um filme japonês de Yojiro Takita, que ganhou o Oscar mais importante... o de melhor filme estrangeiro (2009)! Tendo recebido posteriormente um comentário, resolvi comprá-lo apenas com base na capa do DVD, em especial nos vários prémios em festivais internacionais.

Apesar de não ter percebido nada do genérico final, tirando os nomes Bach e Beethoven, fiquei fã da actriz Ryôko Hirosue!!!

A cena final é bastante parecida com a do "Encontrarás dragões", sendo que uma pedra é bastantes mais enigmática que uma cassete ou algumas palavras escritas, mas se calhar é mais bela, ou pelo menos, se calhar diz mais (!!!!). Para além do violoncelo ser um elemento de ligação, a amabilidade e paciência da cultura japonesa são algo que devíamos aprender!

Encontrarás Dragões

(e... começei estas palavras no "Partilhas e crónicas" http://partilhasecronicas.blogspot.com/, que como o nome indica é partilhado, pois o Bruno Pereira, na sequência de um ano de crónicas na newsletter paroquial, partilhou-o com a Teresa Mendes e comigo; espero que este "engano" seja o causador de novos poemas, "desabafos!" e...)
O ódio conduz ao ódio! A guerra conduz à guerra! O Amor conduz ao Amor!
O "cartão de visita" foi a sinopse que vinha na "Voz da Verdade" de 29/05/2011: filmado durante a Guerra Civil Espanhola, o filme "Encontrarás Dragões" conta a história de dois amigos de infância separados quando escolhem caminhos distintos durante o conflito político. Josemaría Escrivá (fundador da Opus Dei) escolhe o caminho da paz e torna-se padre, enquanto Manolo Torres escolhe a vida de soldado levado pelo ódio, pela violência e pela vingança. Cada um deles irá lutar para que o poder do perdão persista sobre as forças que destruíram a sua amizade."
Em dia de aniversário da prima Paula Vaz, uma óptima escolha (e calma, pois numa sala de mais de 25o lugares, era eu e mais duas senhoras idosas, ou seja, sem pipocas e com muita calma... que até deu para estar, a pensar, até ao fim do genérico final!!! Afinal as grande produções americanas fazem mesmo maravilhas... nem que seja na sala ao lado!?!?!), este filme realizado por Roland Joffé ("A Missão", 1986), sendo que a "visada" até já tinha visto o filme!
Já não chorava num/com filme há algum tempo, desta vez graças à cena final do hospital, de Pai e Filho, que por acaso até faz parte da história ficcionada do filme!!! A bela fuga do jovem sacerdote Josemaria com o Santíssimo Sacramento debaixo do braço fez-me lembrar os testemunhos sobre os anos de perseguição e prisão contados pelos idosos sacerdotes húngaros em Esztergom no ICNE/2007, sem dúvida a cena onde perpassa o maior Amor pelos Outros!

É o que dá não escrever nenhuma entrada há algum tempo, e nem me "ocorreu" que tinha acesso a 2 blogues, mas eu que bem estava desconfiado, afinal não conseguia encontrar a etiqueta da mensagem/post (filmes), bendito Santo António, e já agora o seu feriado... apesar do "erro" a mensagem fica com beijos e abraços, e um sms, aos co-escritores Teresa e Bruno! :o)
Continuo no "Não nos ardia o coração?"...
De volta... o filme também me provou que preciso mesmo de ir ao oftalmologista, afinal não reconheci o Rodrigo Santoro e pensei que a Olga Kurylenko e a Golshifteh Farahani eram a mesma actriz!?!?
Pensando e lendo a polémica que facilmente se "levanta", lembrei-me que na semana passada, enquanto escolhia os Padroeiros dos 38 jovens da Paróquia da Rio de Mouro que participaram na Festa da Vida, subindo (e descendo) a Serra de Montejunto no dia 4 de Junho, que foram os Beatos João XXIII e Gianna Beretta Molla, São Maximiliano Maria Kolbe e Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), curiosamente, ou talvez não, todos com a "chancela" do Beato João Paulo II, que grupos minoritários de católicos tradicionalistas (?) estiveram contra a beatificação do "Papa bom" ou o "Papa da bondade". Mais estranho este facto, que apenas descobri na Wikipédia, após a leitura da encíclica "Pacem in terris" (Paz na Terra), e sobretudo da "Mater et Magistra" (Mãe e Mestra), e a biografia "João XXIII" de Mario Benigni e Goffredo Zanchi e "Diário da Alma", ao cuidadode Loris F. Capovilla, ambos da Paulus.
Para acabar, três frases de "Rumo à santidade" de São Josemaría Escrivá (de Balanguer y Albás), um pequeno opúsculo da DIEL da colecção "Homilias":
"O caminho que conduz à santidade é o caminho da oração; e a oração deve enraizar-se a pouco e pouco na alma, como a pequena semente que se tornará mais tarde árvore frondosa."
"Neste esforço por nos identificarmos com Cristo, costumo falar de quatro degraus: procurá-lo, encontrá-lo, conhecê-lo, amá-lo."
"Caminho de Emaús. O nosso Deus encheu este nome de doçura. E Emaús é o mundo inteiro, porque Nosso Senhor abriu os caminhos divinos da terra."

27 de fevereiro de 2011

Wojtyla

Uma semana depois de uma tarde bem passada no Teatro Tivoli, algumas palavras sobre o magnífico musical multimédia "Wojtyla" sobre João Paulo II. A autoria e a encenação são de Matilde Trocado e o elenco e a banda são compostos por jovens da paróquia de Cascais (a direcção musical é de Hugo Reis e as letras de Paulo Espírito Santo).
Mas não se nota que estamos na presenção de não "profissionais", pois quase todos os participantes são estudantes entre os 15 e os 23 anos.
Em 2009, nas vésperas do 90.º aniversário de João Paulo II, o padre Nuno Coelho tinha o projecto de edificar-lhe uma estátua, pelo que essa seria uma boa oportunidade para festejar, refectir, rezar e recordarmos de outra forma um homem e uma história inesquecíveis, pelo que este projecto e desafio, em boa hora, foi lançado à Matilde Trocado.

3 de janeiro de 2011

Dos homens e dos deuses

Quase um mês depois de ter visto este filme (6/12/2010), algumas palavras...

Uma das primeiras "notícias" veio através de um pequeno apontamento na "Voz da Verdade" de 21/11/2010: "Um mosteiro localizado no meio das montanhas da Argélia, na década de noventa. Oito monges católicos franceses vivem em harmonia com a população muçulmana, até que, progressivamente, a violência e o terror tomam conta da região. Apesar das ameaças, os religiosos decidem resistir ao terrorismo e ficar, conscientes do preço dessa escolha. Esta é a história verídica dos monges de Tibhirine, raptados e assassinados por um grupo de fundamentalistas islâmicos durante a guerra civil argelina, em 1996.

Realizado pelo actor e realizador Xavier Beauvois, o filme 'Dos homens e dos deuses' foi o vencedor do prémio Especial do Júri em Cannes 2010 e é o filme seleccionado para representar França nos Oscares de 2011."

Depois de duas recomendações, em forma de email, da Ligia e do André, a única alternativa era mesmo... ir ver o filme!

E correspondeu às elevadas expectativas, fazendo lembrar, o muito mais calmo, mais para o documentário, e para um público mais restrito, "O Grande Silêncio" de Philip Groning (2007).

O irmão mais velho fez-me lembrar várias vezes a fisionomia do velho Abbé Pierre, sendo o filme francês, não sei se com propriedade, mas as tiradas mais engraçadas, no meio daquela tensão, eram quase sempre dele!

E uma vontade ao sair do cinema, na sessão em que vi mais Sacerdotes, apesar de se sentirem as paragens do Metropolitano na estação!!!!, a vontade de finalmente ler o livro "Foucauld no Deserto" de Maurice Serpette (editado pela Fundação à Igreja que Sofre). É o que farei, se Deus quiser, depois de acabar os "Doutores da Igreja", pois sendo bastante mais antigo, terá bastantes similitudes com estes monges franceses. Carlos de Foucauld (1858-1916), soldado francês que se tornou monge eremita no deserto do Sara vivendo entre os tuaregues, foi beatificado pelo Papa Bendo XVI em 13/11/2005.

18 de dezembro de 2010

Reconciliação

Uma noite muito acolhedora, para aquecer o coração!!! E muito anjo eu vi no decorrer da noite, após receberem o Sacramento (alegre) da Reconciliação, sobretudo a pequena Anjo de dedo partido, que mal conseguiu subir os degraus junto ao Altar, e com cuja Mãe, sim os Anjos têm Mãe, um ser bonito, só pode ter tudo, mas mesmo tudo, o que é bom, me tinha deparado no decorrer da semana, pois veio perguntar-me se podia trazer a filha hoje, perdão a Anjo, pois no sábado tinha que ir trabalhar (PS: sim porque mesmo as Mães dos Anjos têm que trabalhar!!!).
Como explicar as graças inexplicáveis... é melhor nem tentar!!! Referir a alegria de ter sido o último, olhar à volta e ver que os três Jesus estavam a dar a Reconciliação aos últimos irmãos (pois o "outro" Jesus teve que ausentar-se!!!), e colocar-me nas mãos de Deus para ir ter com o Jesus que o Pai me "concedesse", apesar de não conseguir olhar (controlar, ups...) o Jesus "Major", pois exercia o seu Ministério nas minhas costas (fisicas!!!), pelo que acabei por receber a Graça de conversar com o Jesus de que eu não sabia o "nome"!!!
Só mais uma coisa, muito pequeno eu sou, para tanta Misericórdia... a penitência que me foi concedida, bem vistas as coisas, mais parece um prémio!!!! OBRIGADO!

8 de dezembro de 2010

Irmã Susana

"Recebei-me, Senhor, segundo a Vossa Palavra, e terei a vida:
Não me confundais na minha esperança."
Penso que para mim terá sido uma estreia; ver alguém pela primeira vez instantes antes do início do momento mais importante da sua vida!!! Afinal, a primeira vez que vi a Irmã Susana Maria do Santíssimo Coração de Jesus foi breves instanstes antes do começo da Eucaristia da sua Profissão Solene no Carmelo de Santa Teresa (Coimbra), das Monjas Descalças da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, e para mais na Solenidade da Imaculada Conceição (post scriptum: com uma bela chama, da vela baptismal, que levava e... a "puxar" pelo sacerdote que levava o Evangelho!!!!).
Uma imagem de serenidade e alegria, que me ofuscou, e que me "impediu" de tirar qualquer fotografia da celebração, pois quero guardar aqueles momentos no local mais importante possível... o meu coração! E foste, perdão és, a salmista mais bonita que eu já vi!
Também me cativaram todos os momentos, por entre as grades, que se calhar neste caso até seriam símbolo de Comunhão, na sala em que com as tuas irmãs, e que belas irmãs Deus nos dá, saudavam os familiares e amigos... sendo que o à-vontade e a alegria que dos vossos olhos emanava só pode ser sincera, apesar de incompreensível para muitos!
A mesma alegria, quer na luz do mundo, afinal a vossa sala era mesmo o centro do Carmelo, quer nos pequenos gestos da Irmã Irene, num corredor (escorregadio!) que me conduziu ao alimento do corpo, quando o que nos faz mesmo falta é o alimento da alma... e pouco mais consegui fazer que olhar e agradecer!!!
Quanta riqueza pode nascer de algumas palavras de uma tia, de dois postais de Natal e de uma carta (fotográfica) sobre Lisieux?!?
Muitos amigos comuns na Ladainha própria da Profissão Religiosa e alguns de quem nunca tinha ouvido falar...
"Não importa o que fazemos. Só importa a Paixão de Cristo, e eu quero ter parte nela." - Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein)
Obrigado Irmã Susana, Unidos em Cristo...