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24 de janeiro de 2014

Museu Benfica - Cosme Damião

Uma bela tarde no novo Museu do Benfica - Cosme Damião, inaugurado a 26 de Julho de 2013 (quase a fazer meio ano, fui o visitante 29 mil e tal).
Primeiro com romagem à estátua do rei Eusébio, para mais agora aquecida pelos inúmeros cachecóis e estrutura... pelo menos não passa frio!
Foram 3 horas, mas podiam perfeitamente ter sido 6 horas, ou talvez, melhor, 6 dias!!!
A primeira parte foi mais demorada, incluindo os últimos títulos de Campeão Nacional de futebol... com direito a muitos golos no écran!
A passagem do piso 0 para o 1 está bem conseguida, afinal acompanhamos, lado a lado, a caminhada do Benfica e da Humanidade, sendo que parei mais demoradamente num triste episódio de 1949, o jogo de despedida do capitão Francisco Ferreira com o grande AC Torino, pois no dia seguinte (4 de Maio de 1949) o avião que levava a equipe italiana despenhou-se no morro da Basílica de Superga (arredores de Turim).
Metade do piso 1 foi já visto a "correr", sendo que estava no início da área (uma grande área) do Eusébio (parece mesmo que está a escutar os elogios dos colegas... tecnologias!), quando fui chamada para o vídeo dos 10.000 segundos de Benfica (já no piso 2), pelo que ficará para mais tarde uma primeira vista aos treinadores (mestres da bola), às digressões e popularidade (Benfica universal), às honras maiores (distinções honoríficas) e aos presidentes (homens do leme).

5 de julho de 2013

Lisboa Story Center

Ou Memórias da Cidade, mas afinal estão na moda os estrangeirismos! Uma exposição em que as explicações nos chegam através dos auscultadores, pelo que é sobretudo ouvir e ver, não tendo quase nada para ler! O percurso faz-se em cerca de uma hora, sendo especialmente vocacionado para turistas (até pelo preço), destacando-se o filme de cerca de 9 minutos que procura recriar o terramoto de 1 de Novembro de 1755. Termina com a "Lisboa Virtual", pelo que através de computador podemos ler sobre alguns momentos históricos vividos na capital, sendo que, como não estava mais ninguém na altura, repeti várias vezes a evocação do 25 de Abril, com a fotografia do Capitão Salgueiro Maio e... o Grândola, vila morena!
A mostra tem outro atractivo, afinal passei muitas vezes pelo átrio do Ministério das Finanças, pelo que foi giro perceber em que zona me encontrava (dado que agora estão "mascaradas"), onde se realizavam várias exposições, com destaque para a mostra anual dos premiados no Festival Internacional de Cartoons do Porto. O que me deixou a pensar no que uma guia da Fundação Mata do Buçaco referiu numa recente visita ao Buçaco (Bussaco para estrangeiros!), quanto ao facto do rei querer  fazer do seu palácio de caça um palácio do povo... afinal hoje temos um Palace Hotel do Bussaco (5 estrelas), felizmente que ainda se consegue ver muita da sua riqueza do exterior (como os azulejos da varanda exterior ou as colunas serem todas diferentes), mas isto não tem nada a ver com Lisboa... ou se calhar tem, em especial se tivermos em conta as condições periclitantes, sobretudo após os últimos temporais, em que se encontra o Convento de Santa Cruz do Buçaco!

23 de fevereiro de 2013

Museu Mundo Sporting

Tendo em vista um obrigado algo atrasado (9 meses), fui fazer uma visita ao Museu Mundo Sporting, pelo que aproveitei para fazer a visita ao Estádio Alvalade XXI, com passagem pelo hall vip (não gosto desta sigla, mas é o que toda a gente usa, mas confio que um dia São Pedro vai explicar-lhes o que é verdadeiramente uma pessoa muito importante!), a velha (num novo local) porta 10-A, balneários, entrada para o relvado, camarote presidencial e sala de conferências de imprensa (a maior de Portugal). PS: na Luz (Estádio do Sport Lisboa e Benfica), que já visitei duas vezes, a visita inclui e finaliza nos pavilhões e piscinas, sendo que me causou alguma confusão o facto da área do antigo Estádio José Alvalade estar completamente... vazia!!!
Apesar de não ser uma visita de coração clubístico, a primeira impressão junto ao relvado, depois de subir a escada do fosso, era de que esperava um estádio maior, sendo que o primeiro anel é muito maior do que a ideia que tinha dos jogos da TV (e o segundo, muito menor!), o que talvez tenha mais impacto para as equipas de fora, pois o ambiente é mais "aconchegado" para os homens da casa!
O Museu do Sporting surpreendeu-me, pois retrata bem um grande clube (de Portugal e da Europa), das origens aos primeiros anos, passando por toda a história e ecletismo. Um grande Museu... mas vou continuar a torcer, e às (muitas) vezes sofrer, pelo Benfica!
O depois também tem sido engraçado, pois se a rivalidade clubística dos últimos anos tem sido com o Porto, como a maioria dos amigos "adversários" são do Sporting, pude comprovar que a maioria não conhece o Museu do Sporting, o que para mim... devia ser proibido!
Devia ser obrigatório todos os sportinguistas visitarem o seu belo museu!
Eu estou à espera da abertura do Museu Cosme Damião!
PS: o dia incluiu um passeio pelo Campo Grande, com aproximação às 4 estátuas junto à Biblioteca Nacional (no edifício está Biblioteca Nacional de Lisboa, que o seria na altura da inauguração do mesmo, mas que agora até se chama Biblioteca Nacional de Portugal... isto é que é vontade de grandes reformas, em que quase só se muda de nome, mas o campeão anda é a meteorologia, perdão, o mar e atmosfera!!!), e a descoberta, ao fim de muitos anos, que são o Fernão Lopes, o Gil Vicente, o Camões e o Eça!

25 de julho de 2012

Museu de São Roque

O que gosto mais gosto nos museus e Igrejas com arte-sacra é tentar descobrir o título ou passagem dos evangelhos que retratam ou o santo a que dizem respeito, o que muitas vezes não consigo, embora depois de ver a solução (título) conclua que estava mesmo à frente do nariz!
O Museu de São Roque tem essa possibilidade, iniciando-se a visita pela evocação da Ermida de São Roque, erigida no local em 1506 após o rei D. Manuel I, no contexto de um surto de peste que assolou Lisboa em 1505, ter solicitado à República de Veneza uma relíquia de São Roque, pois o santo era conhecido pelos milagres em favor das populações que sofriam de peste.
Segue-se a evocação da Companhia de Jesus, que em virtude do apoio do rei D. João III chegou a Portugal em 1540, o ano da sua aprovação pelo Papa Paulo III, e que tomou posse da ermida. Em 1555 iniciaram-se obras de ampliação da ermida, que no entanto foram abandonadas para a construção de uma Igreja de raiz que foi aberta ao culto em 1573, apesar de inacabada, como Igreja e antiga Casa Professa de São Roque. Depois passa-se a uma área de arte oriental, atendendo ao papel dos missionários jesuítas, e a um núcleo dedicado à Capela de São João Baptista, cuja construção teve lugar em Roma, entre 1742 e 1747, pois foi transportada para Portugal em três naus, para mostrar o brilho e o requinte do reino, tendo D. João V,  à custa do ouro do Brasil, promovido muitas encomendas de obras de arte e grandes projectos arquitectónicos, e sido inaugurada em 1752, já no reinado de D. José I, e assente numa capela lateral da Igreja de São Roque. Cheia de peças de culto e ornamentais de grande valor, o objectivo era impressionar quem a visitava, mostrando um Estado que em nada ficava atrás das principais potências europeias da época, o que hoje nos causa alguma estranheza, ou talvez não!
A visita ao museu termina com um núcleo dedicado à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, iniciando-se a exposição com a sua mentora, a grande Rainha D. Leonor (mulher do rei D. João II, o Príncipe Perfeito), que a fundou em 1 5 de Agosto de 1498, e que esteve sediada primeiro numa capela do claustro da Sé e foi transferida em 1534, até ao terramoto de 1755, para a Igreja da Conceição Velha. Em 1759 a Companhia de Jesus foi expulsa do reino de Portugal, pelo que a Igreja e Casa de São Roque foram doadas à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), que desde 1768 tem aí a sua sede. PS: também marcou pontos uma escultura do Menino Jesus Caminhante!
Como o Museu de São Roque promove mensalmente a apresentação de uma peça do seu acervo, pude beneficiar de uma folha com algumas notas sobre o quadro/tábua "Nossa Senhora da Misericórdia" de Domingos Vieira Serrão, do final do século XVI, pintor régio de Filipe I de Portugal, que foi adquirida pela SCML em 1983. A representação do clero e da nobreza, ajoelhados e em atitude de prece, salta à vista na parte inferior, mas se não fosse o papel talvez me passasse despercebida o pedinte e a criança que, representados de costas, encaram a Virgem de frente, simbolizando a preferência mariana pelos humildes.
A visita só podia terminar na Igreja de São Roque, cheia de turistas, em que somos esmagados pela sua riqueza a grandiosidade e que os vigilantes quase que nos fazem esquecer que já não estamos num Museu, mas sim numa Igreja, mas, a apesar de passar despercebido a muitos turistas, o Santíssimo Sacramento está lá para nos lembrar o mais importante!

21 de outubro de 2011

Museu do Oriente

Confesso que a temática imaginária de um Museu sobre/do Oriente não me fascinava, pois associo-a às porcelenas, se não estou em erro devido a uma exposição na Expo98, mas tenho que reconhecer que me enganei! Para além de uma exposição temporário sobre os brinquedos e jogos na Ásia (e um briquedo japonês copiado com um "Japan ma de in"!!!), as exposições sobre a presença portuguesa na Ásia e os deuses da Ásia merecem uma demorada visita (os preços da loja é que não são os das lojas dos 300!!!). Gostei bastantes dos artigos católicos na parte dedicada à Índia, em especial de um biombo com cenas da vida de Cristo!

13 de agosto de 2009

Encompassing the Globe

Ontem fui ver a bela exposição "Encompassing the Globe / Abraçando o Globo. Portugal e o Mundo nos séculos XVI e XVII", que até ao próximo dia 11 de Outubro estará patente (5 euros) no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).
Tive a sorte de chegar 5 minutos antes de começar uma visita guiada, pelo que durante cerca de 2 horas pude também ouvir a boa e entusiasmada guia Rita (e bonita).
Esta exposição foi produzida pela Smithsonian Istitution de Washington, cidade que primeiramente a exibiu em 2007, tendo estado ainda, em versão reduzida, em Bruxelas. A exposição reúne 173 obras de arte (foram 330 nos EUA) - cartografia, marfins, imaginária, desenho, gravura, escultura, pintura, plumária e ourivesaria (de colecções públicas e privadas de vários países, enriquecida com alguns tesouros nacionais).
Pude reencontrar-me com algumas peças que vi em 2006 na exposição "São Francisco Xavier - A sua Vida e o seu Tempo (1506-1552)", embora a tapeçaria em lã e seda (440x770 cm) "Chegada de Vasco da Gama a Calecute" me tenha causado então mais impacto na "humilde" Cordoaria Nacional, que ontem no Palácio das Janelas Verdes.
E nunca será demais olhar para os Painéis de S. Vicente, o Livro das Horas (dito de D. Manuel) ou para a magnífica, e agora restaurada e mais brilhante ainda, Custódia de Belém (do MNAA). Também me prenderam as esculturas do pequeno Menino Jesus Bom Pastor (marfim) e do enorme Cristo Morto (madeira).
Há um ano estive em alguns museus de Londres e penso que devíamos aprender com eles, pois disponibilizariam uma enorme loja de recordações no fim da exposição e não tendo, de facto, visto muitas pessoas lá a contribuir para a manutenção dos museus grátis (eu não o fiz) é praticamente impossível não comprar nada nas lojas (eu comprei).
Após esta exposição pude visitar um outro grande museu, a céu aberto, que são as ruas e bairros de Lisboa, sobretudo quando se vai à descoberta "ao calhas", tendo "tocado" e sentido parte da Lapa, Madragoa e Bairro Alto. Entrar numa Igreja pela primeira vez, como a Igreja de Santos-o-Velho, passar por ruas como a da Esperança (Museu da Marioneta) ou a da Paz (devia ser maior!), ouvir duas vizinhas à conversa (a conta da TV Cabo já chegou?), espreitar a Igreja de Santa Catarina a partir da Rua dos Poiais de S. Bento, e acabar por ir ter ao Largo de Jesus para saber como estariam os peregrinos Padre Jorge e Dona Madalena (Igreja de Nossa Senhora das Mercês).